O que é Belchior?

Texto: Pedro Borba // Ilustração: Marcelo Viola

Quando o Fantástico foi procurar Belchior nos pampas uruguaios, uma de suas primeiras frases da entrevista foi “eu não sou uma celebridade”. Isso sim foi fantástico. Se “celebridade” é encher linguiça no dominical da Globo, eles de fato não acharam a celebridade que buscavam. Mas se, como o dicionário sugere, a palavra designa alguém “notável” ou “extraordinário”, Antônio Carlos Belchior é uma da maior grandeza.

Bueno, os comentários sobre Belchior já deveriam ter saído há tempo. Começo, assim, justificando o atraso, primeiro, pela baita responsabilidade de escrever sobre esse sujeito, o que se agravou quando o Viola me enviou uma bela ilustração do bigodudo; segundo, justifico-o pelas sempre crescentes proporções exigidas pela tarefa. Não é o tipo de artista que cabe em uma orelha de livro. Ele parece sempre pronto a contradizer as tentativas de generalizar a seu respeito, o que, aliás, é o comportamento típico dos grandes. Com as ideias na transversal, tive que parir o texto por cesariana.

Comecemos pelo fim. Não sei se vocês já repararam, mas de dez em dez anos repetimos um ritual de celebração dos aniversários de Caetano, Gil, Paulinho da Viola e Milton Nascimento, todos nascidos em 1942 e, portanto, fazendo setenta neste ano. De certa forma, essa celebração se tornou informalmente a institucionalização de um cânone da música brasileira pós-Bossa Nova. Inclua-se aí o Chico e o clube está completo. Não sei se porque sou gaúcho, barrista ou provinciano, mas sempre me incomodam os cânones culturais. Evidentemente não é porque esses canônicos não mereçam suas homenagens – a propósito, muito as merecem –, mas porque os cânones são, antes de tudo, um ato de exclusão. Uma primeira aproximação a Belchior seria pensar por que ele está fora do cânone – e, claro, se foi excluído ou se está confortável do lado de fora.

Já desisti de tentar definir Belchior pelo estilo, pela forma. Em certa medida ele encarna aquele espírito tropicalista do quereres, em que “onde queres Leblon sou Pernambuco”. Mas tropicalista, concretista[1], flamenco, modernista, country, vanguardista, rocker, sertanista, samba-canção e outras redomas estilísticas não nos ajudam muito como ponto de partida. Afinal, ele é pop o suficiente para misturar James Dean, Coca-Cola,Keep Cooler e Marlyn Monroe, mas igualmente parnasiano a ponto de musicar Olavo Bilac ou satírico a ponto de psicoanalisar sua geladeira.

O estereótipo belchiorano clássico vai classificá-lo como cantor melancólico (ou “de protesto”) das agruras do nordeste e dos imigrantes, mas sob esse título parece difícil de entender Espacial, a Divina Comédia Humana e outras de suas melhores canções. Assim como me incomodam os cânones, tenho repulsa aos estereótipos. Talvez por isso tenha sido difícil começar esse texto; contudo, confesso, está fácil de prosseguir. Ao invés de resolver o problema, estou só jogando-o no colo de vocês.

Bueno, já desistimos da prática – ingrata, diga-se de passagem – de carimbar um rótulo no bigode de Belchior. Mas não podemos ficar assim, no vazio. Eu acho que existe um fio condutor na obra do cearense que não é formal, mas substantivo; não é estético, mas poético; não está na música, mas na letra. Para esclarecer melhor, cito um marcador de página da livraria Cultura que reproduz uma frase supostamente de Fernando Pessoa: “O essencial da arte é exprimir; o que se exprime não interessa”. Uma citação devidamente descontextualizada e, em sua essência, estúpida. Ora, se você não se interessa pelo que se está exprimindo, vai fazer propaganda de xampu ou trilha sonora de telemensagem. O fio condutor de Belchior é o exato oposto desse Pessoa, que, por sinal, é uma palavra que hoje não soa bem.

O compromisso de Belchior é com o que se exprime, é cantar para que aprendam seu delírio com coisas reais. Sua canção é imanente, direta, clara, áspera, crua e simples. O leitor não se lembrará de um famoso riff de guitarra em suas canções. Talvez a única frase instrumental célebre seja a introdução metalizada de Todo Sujo de Batom, e ela nem aparece em todas as versões. Grosso modo, a música está a serviço da letra. Tampouco aparece no cancioneiro dele uma primeira pessoa que não seja irresistivelmente o próprio Belchior. Digamos que ele não encarna personagens, eu-líricos. Sua forma de fazer letra é claramente uma expressão do que ele próprio vê, sente e pensa. E, ao escrever coisas que acontecem todo dia em nosso tempo e lugar – absolutamente humanas, vivas e cruéis –, seu empirismo se torna realismo.

A essas duas características gerais – a letra cantada e a auto-expressão – soma-se outra fundamental, que podem chamar de aspereza, de mordacidade, de denúncia, de desconforto, de ofensa, de corte, mas que o próprio Belchior, buscando em João Cabral de Melo Neto, chamou de a palo seco. Porque tentar uma definição melhor, se já existe essa?

“Se diz a palo seco
o cante sem guitarra;
o cante sem; o cante;
o cante sem mais nada;
se diz a palo seco
a esse cante despido:
ao cante que se canta
sob o silêncio a pino.

(…)

Eis uns poucos exemplos
de ser a palo seco,
dos quais se retirar
higiene ou conselho:
não o de aceitar o seco
por resignadamente,
mas de empregar o seco
porque é mais contundente”.

(João Cabral de Melo Neto, “A palo seco”, primeira e última estrofe)

Fico até sem jeito de continuar. O fato é que o verso seco faz de Belchior algo mais que um realista. Seus versos sobre as ruas, as cidades, a migração e a juventude não servem para descrever os detalhes do que você já vê sempre, mas para que essa realidade lhe corte a carne, lhe arrepie a pele, lhe seque a garganta. Por isso, o realismo de Belchior não se resume à sua aversão aos diletantismos, alucinações e dadaísmos em geral. Seu realismo é seco e afiado; é um sul-realismo.

Até aqui, apresentei três atributos que ajudam a entender o que é Belchior. Queria colocar mais um. Esse quarto e último corresponde a uma espécie de poética da contradição, uma vontade de ser pelo avesso, uma teimosia em se desdizer o que se disse. Contradição, digamos, é o princípio pelo qual uma coisa não pode ser e não ser ao mesmo tempo e sob as mesmas circunstâncias. Ou é ou não é, fundamentalmente.

Vou dar uns exemplos dessa poética da contradição. Peguem, por um lado, os Comentários a Respeito de John – uma aberta exaltação da juventude, de sua sensação de onipotência e de sua prevalência no conflito geracional. Saia do meu caminho. Eu prefiro andar sozinho. Deixem que eu decida a minha vida. Com o detalhe que, na sequência, vem: “não preciso que me digam de que lado nasce o sol, porque bate lá meu coração”. Se soubermos que o sol nasce no leste, e que a canção foi lançada em uma década em que “Leste” e “Oeste” significavam mais que seu sentido cartográfico, a afirmação de que “bate lá meu coração” tem, pelo menos, um significado a mais.

Agora peguem, por outro lado, “Como Nossos Pais”. Vemos o extremo oposto: eles venceram e o sinal está fechado para nós, que somos jovens. Aqui a tônica é a arrogância e a ingenuidade de uma geração que se pretendia única, mas que se tornou mais uma. O ressentimento em relação aos ícones e sonhos dessa juventude – o que, aliás, é recorrente em Belchior – culmina na autocrítica mais penosa para suas pretensões: “nós ainda somos os mesmos”. Um coup de grâce em quem não confiava em ninguém com mais de trinta anos.

O segundo exemplo da poética da contradição começa com a Canção de Gesta de um Trovador Eletrônico, um rock’n’roll convencional. Nas das primeiras estrofes, temos “cinemas, topetes, motos” e “garotas, sonhos, mil transas”, uma apologia dessa juventude transviada, que, como diz o título original do filme, não tinha nenhuma causa para se rebelar. O ritmo é dançante e acelerado, parece que estamos nos Anos Incríveis. Só que a última estrofe da letra, discretamente, diz uma coisa um pouco estranha: “São mil milhões de habitantes deste parque industrial: negros, mulheres, menores, filhos da crise geral”. Fomos levados dos trinta gloriosos nos EUA para o meio da década perdida no Brasil, no fatídico ano de 1984. Paciência. Quatro anos depois, Belchior faz uma canção abertamente satírica a respeito dessa juventude roqueira, com seus topetes e motos. Chama-se Kitsch Metropolitanus, e a letra é um deboche dos “comedores de hambúrger” e dos “mascadores de chiclete”. Como queria Oswald de Andrade, é uma desforra “contra todos os importadores de consciência enlatada”.

Todas essas contradições na verdade representam um único desafio, que é saber o que é que pode fazer um homem comum nesse presente instante. Belchior tem uma tensão permanente entre o deslumbramento e a admiração com os ideais de juventude e a decepção sul-realista com o que eles se transformaram. Basta ler a Lira dos Vinte Anos, Velha Roupa Colorida, Os Profissionais, Arte Final.  É o crer e o descrer. Aí está o ser e não ser ao mesmo tempo, ser por si (o homem) e não ser pelo resto (e o seu tempo).

            Raul Seixas e Belchior foram os dois grandes produtores de hinos da música brasileira. Ambos têm uma capacidade rara de compor canções para serem entoadas a plenos pulmões, com vocação para se cantar a muitas vozes, arrebatar-se à melodia e enxergar-se na letra. Evidentemente, não entendo por hino aquelas chatices de setembro. Hino é “Apesar de você”, “Gitá”, “Velha roupa colorida” ou “Para não dizer que não falei das flores”, a Marseillaise brasileira segundo Zuenir Ventura. A diferença entre Belchior e Raul é que um é o poeta da imanência, o outro da transcendência; um apolíneo, o outro dionisíaco – para não dizer que não falei dos bigodes.

Agora, para falar de hino, de Belchior e dos quatro atributos que já tratei, gostaria de invocar a canção que sintetiza tudo o que eu já disse – nesse momento o leitor, ao tomar conhecimento da síntese, se arrepende de ter desperdiçado seu tempo com tamanho preâmbulo; o autor se desculpa. A canção é Alucinação (1976), de disco homônimo.

Ponto um: a música está claramente a serviço da letra. Inclusive não há introdução, não há solo e o arranjo é muito simples. É um exemplo extremo, com certeza. Mas põe em evidência algo que diz muito sobre a arte de Belchior, a qual ele próprio chamou de “exercício da palavra cantada”.

Ponto dois: a identidade fundamental entre voz da canção e voz do autor, ou seja, a supressão de personagens e eu-líricos. Ora, a letra começa com um contundente “eu não estou interessado”. Resta alguma dúvida que essa primeira pessoa é Belchior? A canção se torna, assim, transparente, como se ele tivesse de fato falando conosco.

Ponto três: o cante a palo seco. Aqui quero me demorar um pouco mais. Como contexto, pensemos na polarização – jocosa mas não fictícia para o Brasil dos anos 1970 – entre, de um lado, os “hippies” (budistas, ecologistas, vegetarianos, comunitaristas, antropólogos, astrólogos, alquimistas, etc.) e as esquerdas (estalinistas, trotskistas, guevaristas, maoístas, etc.). Essa canção ficou famosa pelo bordão “amar e mudar as coisas me interessa(m) mais”, que convergiu hippies (mais interessados em amar) e esquerdas (mais interessados em mudar as coisas). Mas agora tomemos os primeiros versos da letra: “eu não estou interessado em nenhuma teoria, em nenhuma fantasia, nem no algo mais”. Na estrofe seguinte, “eu não estou interessado em nenhuma teoria, nem nessas coisas do Oriente, romances astrais”. De início, temos um golpe sul-realista contra o dogmatismo livresco das esquerdas e contra o transcendentalismo ingênuo e solipsista dos hippies. E aí segue-se o momento forte da música (que não é aquele bordão sobre amar e mudar as coisas): “a minha alucinação é suportar o dia-a-dia e o meu delírio é a experiência com coisas reais”. Reparem que não há uma oposição entre “eu não estou interessado” e “eu estou interessado”. O verso que desconstrói as teorias, as fantasias e os romances astrais é sarcástico, porque contrapõe desejo e necessidade, fantasia e realidade. “A minha alucinação é suportar o dia-a-dia” é demolidor.

A sequência da letra é um exemplo de como empregar o seco porque é mais contundente. É cru e chocante.

Um preto, um pobre
Uma estudante
Uma mulher sozinha
Blue jeans e motocicletas
Pessoas cinzas normais
Garotas dentro da noite
Revólver: cheira cachorro
Os humilhados do parque
Com os seus jornais…

Carneiros, mesa, trabalho
Meu corpo que cai
Do oitavo andar
E a solidão das pessoas
Dessas capitais
A violência da noite
O movimento do tráfego
Um rapaz delicado e alegre
Que canta e requebra
É demais!…

Cravos, espinhas no rosto
Rock, Hot Dog
“Play it cool, Baby”
Doze Jovens Coloridos
Dois Policiais
Cumprindo o seu duro dever
E defendendo o seu amor
E nossa vida
Cumprindo o seu duro dever
E defendendo o seu amor
E nossa vida…

Ele recorre a uma justaposição de imagens para construir o ambiente, no que lembra a Tropicália. Crimes, espaçonaves, guerrilhas, cardinales bonitas. Dentes, pernas, bandeiras, bomba e Brigitte Bardot.  Mas ao mesmo tempo é outra coisa. É a crônica das pessoas cinzas, normais. É a solidão das pessoas dessas capitais. É uma realidade urbana e hostil. E os humilhados do parque talvez não estejam lendo os jornais, mas dormindo sobre eles e se humilhando por isso. É outra coisa porque provavelmente a Rita Lee não é, para Belchior, a mais perfeita tradução de São Paulo.

Ponto Quatro: a poética da contradição. Para começar, está no título. A canção não é sobre uma alucinação, mas ao mesmo tempo é sobre a alucinação de suportar o dia-a-dia. Existe essa primeira contradição (que, a rigor, é sarcasmo) entre o “delírio” e as “coisas reais”. E há também uma contradição entre, de um lado, a violência, a solidão, o tráfego, o trabalho, o cinza, a humilhação e, de outro, esse rapaz delicado e alegre que canta e requebra. Porque, afinal, ele canta? Porque se colorem os doze jovens em meio ao cinza? Por quê? Ou melhor: porque não? Porque não?

            Já que comecei pelo fim, vou terminar pelo começo. Em 1919, um ano após o fim da I Guerra Mundial, um grupo de cientistas britânicos se deslocou para o município de Sobral no Ceará para observar um eclipse solar. A razão foi a hipótese anunciada por Albert Einstein em 1916 de que os raios de luz se deslocariam pela atração gravitacional de grandes massas, sofrendo um leve desvio. Einstein então sugeriu que, nesse eclipse solar, as estrelas posicionadas atrás do sol seriam vistas ao seu lado, enquanto que as estrelas próximas a ele apareceriam mais distantes – e ainda calculou esse desvio aparente. Diante da perplexidade geral, ele sugeriu que o melhor lugar para observar o eclipse solar de 1919 era em Sobral. De modo geral, Einstein estava certo.

Disso, esta foi a explicação que o Prof. Fischer deu: “Quer dizer, os outros precisaram de uma Sobral, necessitaram de fatos sobrálicos, para admitir uma verdade que o físico já intuíra. O mundo precisa de fatos sobrálicos para compreender coisas que alguns percebem antes”.

Em 1946, um ano após o fim da II Guerra Mundial, nasce Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes, na cidade de Sobral no Ceará. Nasceu, pois, na cidade que ficou célebre pela força da evidência e pela persuasão da prova. Foi lá onde a realidade observada deu sentido ao que de outra forma seria só especulação de um velho despenteado com a língua de fora. A mesma Sobral nos deu um cantor dos fatos, da experiência, das coisas reais. Deu-nos uma celebridade seca. E fantástica.

Mas, por alguma razão, ele permanece fora do cânone da música popular brasileira. Talvez ainda lhe falte um fato sobrálico. Ou coisa parecida.


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16 thoughts on “O que é Belchior?

  1. Corrobora o ponto da auto-expressão e supressão de personagens ou eu-lírico as canções “autobiográficas”, como a célebre Retrato 3×4 e a menos conhecida Ter ou não ter. Além de uma das minhas preferidas, Bahiuno. Contudo, diferentemente da Natasha, acho que o texto – lindo, magnífico!- não esgota as discussões pelo simples fato de o tema ser inesgotável. Há Belchior para alimentar muitas noites de discussão ainda. E mesmo que não houvesse, a cerveja daria um jeito.

  2. Texto sobrálico. Fico cá pensando na emoção dessas descobertas das coisas reais que invadiam nossas cinzas vidas nos idos anos 80. Tempo cinza com pessoas cinzas. Mas também tinha lápis de cor: “é nunca fazer, nada que o mestre mandar. Sempre desobedecer, nunca reverenciar …”

  3. “Alucinação” é ótima, mas já é uma autoreleitura de “A palo seco”: “Se você vier me perguntar por onde andei (desinteressado) / amigo eu me desesperava (suportar o dia-a-dia) / e eu quero é que esse canto torto feito faca (olha o João Cabral de novo aí) corte a carne de vocês (amar, mudar, incomodar). Excelente texto, Pedro, e a sacada sobrálica final (faltou citar o prof. Aníbal, de onde o Prof. Fischer puxou o fio da ideia) é o fecho de ouro – parnasiano! Nada a acrescentar. Ou tudo, segundo o Alfredo aí em cima.

  4. A ciência hoje desconfia dos fatos brutos. Interpretações de interpretações, brada Zaratustra alucinado em meio aos alambicados experimentos. Talvez, esse seja o mal Belchiorano. Bruto e Fático. Em suma, insuportável para os ouvidos indies dos “modernos tardios” (?). Seu texto é incrível, Deu muito o que pensar. A propósito desse sul-realismo fiquei ressabiado. Belchior, na melhor forma: “não me peçam pra dizer quem sou e nem pra permanecer o mesmo” conjugada com a fórmula do primado do expresso sobre o formalismo rococó da expressão poderia ser pensado como um devir estético (eu sei que você frisaria “poético”) onde as variações, antes de propaladas pelos famigerados “pontos-de-vista”, parecem apontar para um real que, ele sim, apresenta-se, com o perdão da redundância, como um perpétuo movimento de diferenciação de si? As variações, as diferenças, os matizes, são elementos que diferem na própria autoapresentação do real (realismo)? Caso contrário quedaríamos mais uma vez no coquetismo do sujeito empedernido que, a partir de si mesmo, se furta às objetivações (Sartre, Caetano, Quereres). Gostaria de colocar mais algumas coisas, mas se me der ao luxo chego atrasado na aula do Fabito. Parabéns pelo texto, até mais

  5. TROVA DE POETA

    Quando o poeta solta o verbo
    Que sentencia a sua verve
    O sentimento vem à tona
    e a poesia emociona
    Qualquer poema serve.

    Quando o poeta em seu delírio
    Faz da palavra o seu ofício
    A obra nasce com requinte
    E o negócio é o seguinte:
    Viver o amor e morrer do vício.

    Belchior é eterno.

    Por Heldemarcio Ferreira

  6. Como é bom ler um texto inteligente, sobre nosso poeta Belchior. Um homem com tanto a dizer,
    tanto a nos instigar e tão incompreendido. Peço aos céus que ele não nos abandone de vez, que volte, para que com sua arte possamos “suportar o dia a dia” ouvindo coisas “a palo seco”
    ao invés das músicas atuais imbecis, que temos. Quero agradecer pelas palavras que disse sobre ele, e são, na minha opinião totalmente corretas. Viva Belchior!! O nosso “Pregador no deserto”.

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